Maratona de Orientação Profissional com alunos do CEUE – Pré Vestibular

foto maratona ceue

Ao sair do ensino médio, muitos jovens não tem certeza sobre qual carreira gostariam de seguir, e muito menos como deveriam fazer essa escolha. Pensando nisso, o SOP (Serviço de Orientação Profissional da UFRGS) realiza as Maratonas de Orientação Profissional, que tem como objetivo principal auxiliar nesse momento tão difícil para os alunos.

No último dia 15, sábado, a Maratona foi realizada para alunos do cursinho pré vestibular do CEUE – UFRGS, o qual contou com muitas atividades e dinâmicas de grupo, através das quais os participantes puderam se conhecer melhor, refletir sobre alguns aspectos importantes para uma boa escolha profissional e conhecer cursos e profissões de nível superior.

O encontro foi muito bem sucedido, e o engajamento dos alunos foi essencial para proporcionar resultados positivos! Nayhara, que coordenou a maratona juntamente com Isabela, compartilhou conosco o seguinte relato sobre o evento:

“Nosso maior desafio como facilitadoras é convidar os alunos a se permitirem vivenciar uma experiência de autoconhecimento. O primeiro momento da maratona é dedicado ao olhar para suas histórias e a um encontro consigo mesmo. A partir dessa proposta, conseguimos construir um mapa inicial das suas maiores habilidades e interesses. No segundo momento, realizamos a fase exploratória, a fim de analisar as possibilidades de profissões e carreiras de vida, certificando-nos de que eles se sintam autônomos e os principais responsáveis por esse processo. É muito gratificante vê-los refletindo de forma consciente sobre seus medos, compartilhando os planos que tem para o futuro e aprendendo a questionar os estereótipos que interferem na escolha profissional.” Nayhara Bessa.

Não deixe de prestar atenção nas próximas programações do SOP, através de nosso sitepágina no Facebook!

Como posso me planejar para seguir carreira internacional?

Businessmen Habds Hold Luggage Business Trip

O sonho de seguir carreira internacional torna-se cada vez mais frequente no meio dos jovens adultos, e sabemos que essa decisão requer um período focado em análises, economia de recursos financeiros e estudos.

Confira as dicas que separamos para você, que está buscando uma oportunidade de trabalho fora do Brasil e tem dúvidas sobre como realizar um planejamento eficaz:

  1. Defina seus objetivos:

Pontue o que é importante garantir nessa experiência, tornando o mais claro possível quais são suas prioridades e o estilo de vida que gostaria de ter.  Pergunte-se a si mesmo: Se eu tivesse 1 ano para vivenciar uma oportunidade de trabalho fora do país, como gostaria de voltar? O que teria agregado em meu currículo? Como seriam as histórias que eu contaria aos meus amigos? É fundamental conciliar estudos e trabalho? Quanto mais visíveis estiverem seus objetivos, mais focado você estará e consequentemente, mais preparado para os processos seletivos.

  1. Pontue os possíveis países:

Identifique quais países são referências na sua área e como é a abertura para estrangeiros. Quando você consegue visualizar onde há maiores chances para desenvolver-se, torna-se mais fácil preparar-se, por exemplo: você está se formando em Engenharia Civil e após um tempo de pesquisas chegou a conclusão que a Alemanha possui excelentes oportunidades. A partir disso, é possível verificar o que é imprescindível para as empresas alemãs e quais as dificuldades mais prováveis que você terá morando nessa região.

  1. Planeje-se financeiramente:

É importante ter consciência que todo processo de mudança para o exterior envolve custos e, muitas vezes, bem elevados. Sugerimos que antes mesmo do início da busca concreta por vagas, você organize sua vida financeira. Começar a poupar dinheiro e, estipular metas a serem alcançadas em um determinado intervalo de tempo, podem evitar que você perca oportunidades com início imediato e facilitar seu processo de adaptação. É muito comum ter maiores despesas nos primeiros meses, enquanto você aprende a administrar seu dinheiro em outra moeda, e passa a ter uma melhor noção dos custos de sua rotina.

  1. Invista em idiomas:

Depois te ter claro seus objetivos e identificar os possíveis lugares onde você tem maiores chances de trabalho, dedique-se aos estudos! Garanta que o inglês esteja em nível avançado, afinal, o exame de proficiência na língua inglesa é exigido por uma grande parte de empresas e universidades. Caso esteja claro o lugar onde vai focar suas buscas, busque adquirir o nível básico do idioma oficial do país, pois ele pode abrir portas e te diferenciar de demais candidatos. Em muitos países, o inglês não é falado por grande parte da população e saber o mínimo da língua nativa pode fazer toda a diferença, desde a entrevista de emprego à sua adaptação. Na Noruega, por exemplo, candidatos que não falam norueguês, possuem poucas chances de trabalho, assim como em outros países escandinavos: Dinamarca, Suécia, Islândia e Finlândia.

  1. Converse com quem está lá:

Falar com pessoas que estão vivenciando a experiência de morar fora é imprescindível! Pergunte como eles chegaram onde estão, os principais desafios que enfrentaram e o que eles fariam de diferente, caso pudessem voltar para o momento de planejamento. Evitar os erros que outras pessoas já cometeram é uma das estratégias mais inteligentes e simples que você deve garantir nesse momento.

  1. Prepare seu currículo e Linkedin:

Se você já chegou à etapa de estar procurando vagas, é fundamental que seu material de apresentação pessoal esteja em inglês. Digamos que você está aplicando-se para uma oportunidade identificada no Linkedin, se o recrutador receber sua candidatura e entrar no seu perfil com toda sua descrição em português, você tem boas chances de ter seu perfil ignorado. O próprio Linkedin oferece a opção de traduzir seu perfil em português para uma versão em inglês, ou você pode contratar um tradutor com esse tipo de experiência, caso preocupe-se em garantir uma tradução perfeita dos termos técnicos, típicos de sua ocupação.

  1. Busque as oportunidades nos lugares certos:

Pesquise os sites de busca de emprego de cada país. Primeiramente, identifique os sites que divulgam as oportunidades. Aqui no Brasil, é muito mais estratégico pesquisar vagas no Infojobs ou Indeed, do que diretamente no Google. O Linkedin é uma das principais fontes de recrutamento no mundo todo, logo, é super importante deixar sua conta ativa, atualizada e movimentada, além de ser uma ótima fonte para identificar vagas abertas.

Sabemos que cada um escreve sua história de forma única, com suas peculiaridades, e pode ser que algumas de nossas orientações não façam sentido para o seu projeto de carreira internacional. Entretanto, acreditamos que o mais importante, independente das estratégias que você escolher usar, é planejar-se de forma consciente, realista e baseando-se sempre no seu processo de autoconhecimento.

Desejamos muito sucesso em sua jornada!

Nayhara Bessa

 

ESTOU ESTUDANDO DE UMA MANEIRA EFICIENTE?

Para conseguir responder essa pergunta, é necessário que você siga algumas etapas:

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  • Liste as estratégias de estudo que você costuma utilizar
  • Avalie se essas estratégias de estudo estão sendo eficientes (por ex: se ao utilizá-la(s) você precisa de muito tempo e isso não é viável para sua rotina; se você utiliza a(s) mesma(s) estratégia(s) para conteúdos e disciplinas diferentes e percebe que isso não lhe traz bons resultados; etc.).
  • Tente identificar pontos positivos e negativos de cada uma das estratégias utilizadas.
  • Identifique o modo como utiliza, de fato, o seu tempo.
  • Avalie o seu local de estudos: sons, interrupções, iluminação, conforto e distrações.

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  • Após refletir sobre suas estratégias, o que você considera que pode mudar no seu modo de estudar? Pense no que, de fato, seja aplicável para potencializar a efetividade dos seus estudos.
  • Planeje o seu tempo e estabeleça um equilíbrio entre o tempo dedicado aos estudos e à vida pessoal, incluindo o lazer.
  • Caso você identifique pontos negativos no seu ambiente de estudos que estão lhe atrapalhando, busque alternativas de mudança (ex: estudar em outro local, eliminar distratores, etc.).

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  • Organize os materiais necessários antes de iniciar os estudos.
  • Registre em um calendário mensal as datas de provas e entrega de trabalhos.
  • Priorize tarefas e ações na hora de estudar (defina o que é urgente e o que é importante).
  • Defina suas prioridades: Quais disciplinas/tarefas acadêmicas merecem uma atenção maior por serem mais complicadas? Quais demandam mais do seu tempo em função dos exercícios e atividades extraclasse? Quais são mais fáceis e dispensam menos tempo?
  • Realize um planejamento diário e/ou semanal dos conteúdos a serem estudados.
  • Pense em atividades específicas quando você for estudar, ou seja, o que você precisa fazer para estudar? Você pode criar uma lista das atividades necessárias para identificar se conseguiu ou não atingi-las conforme o planejado.
  • Defina metas quantificáveis de estudo, por exemplo, ler o capítulo de um livro, fazer uma quantidade determinadas de exercício, fazer um resumo, estudar por determinado tempo, etc.
  • Busque trabalhar com prazos estabelecidos por você (sem chegar ao final do prazo real que pode causar pânico).

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  • Anote que mudanças foram essas (por ex: estratégias novas que utilizou, estudar em um ambiente de estudos diferente ao que estava acostumado(a), novas maneiras de gerir o tempo, etc.).
  • Avalie os resultados dessas mudanças. Para isso você pode novamente elaborar uma tabela com pontos positivos e negativos. Ao final, analise e veja o que ainda poderia ser modificado.
  • Caso você não esteja conseguindo estudar como gostaria, tente identificar quais são as dificuldades. Está cansado? A tarefa é entediante? O conteúdo é complexo? Tente pensar em estratégias para resolvê-las ou minimizá-las. Por exemplo, você pode criar suas próprias recompensas ao estudar.
  • Comprometa-se com o seu planejamento e avalie constantemente os resultados alcançados.
  • Saiba que implementar mudanças no estudo leva tempo e pode ser um pouco trabalhoso no início. Entretanto, seus resultados poderão melhorar a longo prazo.
  • Tenha em mente que estudar é um hábito, depois de adquirido, fica mais fácil mantê-lo.

Aproveite as dicas e aprimore seus estudos!

 

Texto por Alessandra Blando e Fabiane Marcilio.

Imagens por Alice Weber.

Oficina Gestão do Tempo

Dúvidas sobre como aproveitar da melhor forma seu tempo e como conciliar a vida acadêmica, profissional e lazer estão sempre cercando jovens universitários. A Oficina de Gestão do Tempo, que foi realizada nos dias 20 e 27 de agosto, ajudou os alunos a encontrarem estratégias mais eficientes para harmonizar a sua produtividade e bem-estar, e também a realizarem uma reflexão sobre a sua forma de organizar o tempo.

Contando com uma turma cheia, as coordenadoras Denise e Nayhara proporcionaram aos participantes essa reflexão individual, bem como uma troca de experiências muito interessante. Os resultados alcançados foram muito satisfatórios, deixando as organizadoras ainda mais motivadas e inspiradas para as oficinas que virão!

Em seguida, podemos ver algumas fotos dos estudantes que compareceram aos encontros. Fique ligado na programação do NAE e participe das oficinas de Gestão do Tempo! Além desta, temos outras atividades acontecendo nos próximos dias. Você pode encontrar as datas e programações tanto no site do NAE quanto em nossa página do Facebook.

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Agosto, 2018.

Orientação profissional nas escolas: uma prática necessária

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Nos dias atuais, o mercado de trabalho tem se mostrado cada vez mais desafiador em função de grandes mudanças em nossas sociedades e do surgimento constante de novas tecnologias. Neste contexto, a escolha profissional representa um processo bastante complexo, que requer não apenas conhecimentos sobre campos específicos de atuação, mas também um maior conhecimento de si mesmo. A transição entre a adolescência e a vida adulta, que já representa uma fase repleta de mudanças e indefinições, comumente é marcada por mais esse desafio: o de se descobrir qual caminho profissional começar a seguir.

Tendo em vista este cenário, a orientação profissional representa um trabalho bastante potente a ser realizado nas escolas, inclusive como uma prática componente da educação formal, capaz de auxiliar esses estudantes a desenvolverem uma escolha profissional e de carreira mais consciente e coerente com a sua realidade e com seus interesses. Aliás, constitucionalmente, é papel da escola oferecer formação cidadã e orientação aos alunos nesse sentido, sendo que os principais profissionais responsáveis por esse tipo de trabalho seriam os orientadores educacionais, psicólogos escolares ou professores.

Contudo, de forma geral, não se verifica uma preocupação realmente significativa por parte das escolas em se trabalhar com os adolescentes, aspectos relacionados à tomada de decisão. A ausência de discussões de carreira no espaço escolar, que é um espaço de formação, deixa de propiciar maiores reflexões e planejamentos por parte dos alunos, o que pode resultar em tomadas de decisões baseadas em estereótipos ou influenciadas mais por pressões externas do que por um processo de reflexão pessoal.

Além disso, muitas vezes, os adolescentes são solitariamente responsabilizados por esta tarefa tão complexa, quando, na realidade, o que esses estudantes necessitam é de um maior suporte para entender como funciona essa transição para o “mundo adulto”, tendo suas inseguranças acolhidas e seu amadurecimento lapidado. O trabalho de orientação profissional possibilita esse espaço de reflexões e estimula a autoria dos indivíduos para descobrirem e decidirem, por si mesmos, quais rumos desejam tomar. Cada vez mais, é possível identificar a necessidade de este trabalho estar aliado ao contexto escolar, contribuindo na formação de sujeitos mais conscientes e seguros sobre seus projetos de vida e sobre qual papel desejam desempenhar em nossa sociedade.

 

Betina Vidal Damasceno

Agosto, 2018.

Criatividade: dom ou habilidade?

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Você se considera uma pessoa criativa? Antes de responder a esta pergunta, gostaria que analisasse algumas características e responda sim ou não para quantas delas você acredita que possui:

(  ) consegue gerar um grande número de soluções ou ideias diante de uma situação específica.

(   ) enxerga as situações que vive de uma forma flexível.

(   ) produz ideias raras e pouco comuns.

(  ) sente desconforto quando percebe que alguma informação apresentada contém falhas.

(  ) costuma utilizar fantasias e imaginação e eventualmente as utiliza para resolver problemas ou conflitos.

(   ) é aberto a novas experiências.

(   ) faz analogias e combinações incomuns.

(   ) enriquece as ideias que têm até transformá-la em um produto inovador.

Se você respondeu quatro ou mais itens…não, brincadeira! Não vamos fazer um teste para te dizer se você é ou não é uma pessoa criativa. O objetivo de trazer estas informações é apresentar para você características que são comuns de pessoas criativas e discutir possíveis vias de compreendermos a criatividade no mundo em que vivemos hoje.

A criatividade foi por muito tempo associada a atividades artísticas, em que uma parcela da sociedade seria dotada de um talento e a parte “não-criativa” faria apreciação das obras produzidas por estas pessoas e só. No entanto, após inúmeros esforços nas pesquisas que envolvem criatividade, foi possível concluir que a criatividade pode ser aprendida, desenvolvida e incentivada nos indivíduos, principalmente porque o exercício da criatividade no dia-a-dia pode ser uma fonte para um tanto de outras coisas boas na vida de uma pessoa.

Mas como podemos expressar a nossa criatividade no nosso trabalho, na faculdade, escola ou em casa? Muitas vezes temos a ideia de que uma ação só é criativa quando inventamos uma solução mágica para um problema. A novidade aqui é que a criatividade não é só isso e aparentemente quando as pessoas se dão conta do que de fato é a criatividade elas se tornam mais criativas!

A criatividade começa com as ideias e nem todas as ideias tornam-se produtos valorizados por um grupo. Então, antes da preocupação com o que o grupo vai achar, as ideias precisam fazer sentido para você. A essa altura do campeonato você já deve ter percebido que não precisa ter recebido uma bênção divina para ser criativo e esta é a nossa primeira regra: uma pessoa não nasce “com” ou “sem” criatividade. A questão é que nós fomos incentivados no sistema educacional a pensar sobre questões antigas que já foram solucionadas e aprendê-las, não solucioná-las. Tomemos um exemplo. Quantas soluções você consegue pensar para elaborar um cartaz de divulgação de uma palestra? Enumere as soluções que você pensou (só dura uns minutinhos, vai lá…).

Bom, se você se dedicou a esta tarefa e chegou até aqui você pensou sobre um problema que tem inúmeras soluções possíveis. E assim vamos para o nosso próximo passo: como exercitamos a criatividade? A resposta está aí: pensando em soluções para problemas que não tem uma única resposta. Se você só conseguiu pensar em uma única solução, não se preocupe. Você está representando o sintoma de uma sociedade e sistema educacional que não incentivaram que você pensasse assim ao longo de sua vida. Mas nunca é tarde. Como já trouxemos aqui, a criatividade pode e deve ser desenvolvida!

Exercitar a criatividade é sair do modo automático. Comece fazendo este exercício com um problema por dia. Quando se deparar com um problema, pense no máximo de soluções possíveis para ele, depois pense naqueles que não são viáveis ou úteis. Às vezes você vai se deparar com soluções que já foram feitas por outras pessoas, mas adequá-las à sua realidade também tem um componente novo, logo, tem um componente criativo. O problema é apenas a origem do fenômeno criativo. É o que deve dar o start. Pensar as soluções viáveis passa por planejamento, o “como vou fazer?”.

Compartilhe pequenas ideias com um amigo, um colega, dois colegas, veja o quanto eles a acham possível para o contexto em que você está inserido. Depois trace planos e formas de execução. Avalie se os resultados foram bem recebidos. Nem sempre eles serão, mas não tem problema! É importante que faça sentido para outras pessoas, mas mais importante que isso é observar O PROCESSO. É o exercício diário para a criatividade que vai te ajudar a pensar em ideias sofisticadas e com boa aceitação.

Vivemos em um mundo dinâmico e instável, onde diversas soluções precisam ser geradas a todo momento. Mas será que estamos nos preparando para criar novas soluções? Ou será que estamos discutindo e aprendendo problemas que já foram resolvidos? Muitas empresas exigem cada vez mais que seus funcionários pensem em novas soluções, mas eles já querem soluções refinadas e bem pensadas. É desgastante porque não fomos incentivados a isso ao longo da nossa educação. O nosso sistema educacional é engessado, olhe só essas imagens:

 

Estas imagens têm mais de 1 século de diferença e as nossas salas de aula estão organizadas praticamente da mesma forma desde então. Não é sua culpa, inúmeros estudos mostram que de fato as pessoas que são mais incentivadas a expressar a criatividade são as que conseguem se expressar de forma mais criativa. Então a nossa terceira lição de hoje é: a criatividade é um fenômeno multidimensional. É muito mais difícil uma pessoa que não está num ambiente favorável à criatividade exercitá-la. Talvez porque ela não se dê conta de que pode pensar em muitas ideias. Então este é o nosso papel aqui. A criatividade começa com você se dando conta de que pode pensar em várias ideias e que com pequenas ideias você pode desenvolver aquelas características que apresentamos no início do texto!

Então recapitulando: a) a criatividade não é um dom, é uma habilidade. b) você não é culpado por não conseguir ser criativo porque a criatividade não depende só de você. MAS c) você pode exercitar a sua criatividade e aprender a pensar em várias soluções para muitos problemas que precisam ser resolvidos no mundo em que nós vivemos.

Isabela Menezes Oliveira

Julho, 2018.

Pressão no Ambiente Acadêmico

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Pressão no ambiente acadêmico: qual é o meu limite?

A trajetória na universidade demanda do aluno um tamanho envolvimento com as atividades acadêmicas que tende a tomar a maior parte do tempo na rotina dos estudantes. Essa circunstância pode levar a percepções que naturalizam o sofrimento. Assim, muitos chegam a  acreditar que a vida acadêmica exige sacrificar, de forma drástica, todo o convívio social, familiar e o tempo livre. Alguns chegam a pensar que é preciso escolher entre ter um bom desempenho acadêmico ou ter vida social ou ter horas de sono suficientes. Esse tipo de pensamento, geralmente, é compartilhado em tom de brincadeira, mas revela um tipo de percepção comum em alguns momentos da trajetória dos estudantes. Nesse contexto, a demanda de dedicação é vista como algo que ultrapassa o limite, invadindo as outras áreas da vida, de forma que impossibilita manter uma qualidade de vida.

 

Quando sentimos que às exigências acadêmicas invadem a vida…

Esse sentimento de não ter um controle sobre o tempo investido nas tarefas acadêmicas pode ser um sinal de que você está ultrapassado os seus limites. Além desse, outros sinais mais específicos podem servir de alerta quando são frequentes e persistentes: sentir-se incapaz de dar conta de todas as responsabilidades, o medo de fracassar, ou a dificuldade de desligar-se das preocupações em relação às tarefas acadêmicas em momentos de tempo livre. Tais sinais podem ser sintomas de estresse e ansiedade em um nível que afeta substancialmente a saúde física e mental. Por isso, ter um cuidado especial nessas circunstâncias significa colocar a saúde e o bem-estar como uma prioridade. Assim, entendendo que ter uma qualidade de vida razoável é condição necessária para persistir em objetivos que envolvem um esforço de longo prazo e para sentir satisfação com a vida.

 

Então, como lidar com as pressões?

O tempo de investimento necessário na formação universitária torna a tarefa de equilibrar a vida acadêmica e pessoal um grande desafio. Precisamos de um tempo livre para nos divertir, fazer outras atividades que nos interessam e tragam satisfação pessoal. Também não podemos negligenciar às nossas necessidades mais básicas de descanso e horas de sono. Esse esforço envolve, em outras palavras, manter uma qualidade de vida razoável. Muitos podem pensar, ao ler até aqui, que esse é um ideal, mas que a realidade é outra. Um caminho na busca por um equilíbrio possível envolve evitar pensar de forma extremada, como se fosse tudo ou nada, ou como dizem, “8 ou 80”. Assim, podemos, por exemplo, ter uma vida social satisfatória, mesmo que isso signifique dedicar a isso menos tempo do que se gostaríamos idealmente. Portanto, significa mudar de perspectiva, abrir mão de algo, ajustando às expectativas de uma forma realista. Talvez, fazer esse ajuste seja um dos pontos mais difíceis, porque envolve estar aberto às mudanças e ser flexível. Essas são habilidades que nem sempre exercitamos, possivelmente, porque não nos são solicitadas diretamente, cabendo a nós perceber a necessidade delas. Adaptar-se às mudanças, que são inevitáveis, faz parte desse percurso na universidade.

 

A falta de significado torna a pressão maior

 

Outro aspecto importante é necessidade de dar um sentido para essa experiência, entendendo o que se pretende com a formação acadêmica. Pensar sobre o futuro profissional e começar a planejar a trajetória rumo a objetivos, é um meio de encontrar motivação para lidar com os desafios da vida acadêmica, mesmo que ao longo do caminho os planos mudem. Esse planejamento contribui para que os esforços do dia-a-dia sejam percebidos como um caminho para alcançar esse futuro almejado. Assim, ter planos sobre experiências acadêmicas e profissionais que se quer experimentar em um futuro próximo, ou mais distante, pode funcionar como um estímulo à persistência nas tarefas acadêmicas. Já quando o objetivo limita-se a passar na prova, a ser aprovado nas disciplinas ou a concluir o curso, as experiências negativas podem ser interpretadas apenas como mais uma frustração.

 

Juntando os pontos

 

Saber como lidar com a pressão no ambiente acadêmico e reconhecer os nossos limites envolve manter um cuidado com todas às áreas da vida. Abrange também a necessidade de ajustar as expectativas, fazendo uma negociação ente o ideal e o possível, ao perceber as concessões que precisamos fazer na trajetória acadêmica. Além disso, é importante encontrar um sentido nessa experiência, pensando sobre um projeto de vida para o futuro. E finalmente, caso esteja muito difícil passar por tudo isso, lembre que você não tem que estar sozinho nesse processo, busque apoio nas pessoas que você confia. Se sentir que precisa de outro tipo de ajuda, considere procurar auxílio de um profissional. A maioria das universidades oferece atendimento psicológico para os estudantes, um recurso que pode lhe ajudar a lidar melhor com esse momento da vida.

 

Adriana Sacramento

Julho, 2018.

Mitos e Verdades do Processo Seletivo

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Hey, vai participar de um processo seletivo e está ansioso com isso? Está em dúvida sobre o que deve falar, como deve se portar, que roupa precisa usar entre tantas outras dúvidas? Keep calm! Vamos te ajudar com isso. A ansiedade é um estado natural despertado quando estamos em situação de avaliação. Os recrutadores compreendem esse nervosismo, mas preparar-se de forma adequada para a entrevista é fundamental! Hoje vamos conversar sobre alguns Mitos e Verdades sobre Processos Seletivos.

Vamos lá para as dicas?

SITUAÇÃO MITO OU VERDADE? EXPLICAÇÃO
É preciso vestir-se formalmente em todas as entrevistas MITO O candidato precisa avaliar a vaga e empresa em questão. Algumas posições exigem vestimentas mais formais e em outras não há necessidade.
Preciso ter conhecimento sobre a empresa e a vaga VERDADE É importante pesquisar sobre a cultura da empresa, seu ramo de atuação e seu jeito de funcionar. Além disso, é fundamental você saber informações sobre a vaga, como atividades e requisitos.
Ser o primeiro a falar é vantajoso MITO Não há diferença ou vantagem para quem fala por primeiro ou último. Os recrutadores avaliam o conteúdo do discurso e não a ordem.
Ser extrovertido é melhor do que ser introvertido MITO Algumas vagas exigem candidatos mais introvertidos, outras exigem candidatos mais extrovertidos. Querer se expor ou falar muito durante a entrevista não é garantia de destaque. O importante é ser quem você é J
Linguagem é avaliada VERDADE Cuide com as gírias e com a gramática usada; demonstrar domínio da língua portuguesa é fundamental!
O meu perfil é certo ou é errado MITO Cada vaga tem suas peculiaridades, competências necessárias e perfil adequado! O seu perfil não é certo ou errado, apenas estará mais alinhado a algumas vagas do que a outras J
Quem tem mais experiência tem vantagem MITO Experiências são interessantes, mas não são fatores decisivos em um processo seletivo. São suas habilidades, competências, motivações e identificação com a vaga e a empresa que te levarão adiante 😉
Redes Sociais podem ser avaliadas VERDADE Sim, as redes sociais podem ser utilizadas para avaliar um candidato. É recomendável que tenha cuidado com o que é exposto publicamente.
Uma mentirinha não tem problema MITO Mentir é um erro grave, seja em conhecimentos, experiências ou vivências. Seja verdadeiro!
Busque Autoconhecimento VERDADE O autoconhecimento impacta no seu desempenho. Seja autêntico nos seus pontos fortes e nos pontos a melhorar, mostre que você se conhece!

 

Taís Munaretti

Julho de 2018

De estudante a profissional

Existe uma grande distância, um tanto assustadora, entre as expectativas sociais em relação aos estudantes e aos profissionais. O ambiente escolar e universitário é imensamente mais protegido do que os ambientes de trabalho. Enquanto ser estudante é (ou deveria ser…) ter tempo para aprender, errar, fazer mais uma vez e experimentar de tudo um pouco, ser profissional significa ser capaz de se responsabilizar de forma independente pelo trabalho. É ter mais tempo para resolver problemas do que para estudar. Ser estagiário, por sua vez, é viver um período de transição. Ainda enquanto estudante, e por isso com alguma proteção da instituição, o sujeito se experimenta em doses suportáveis no papel de profissional. Assim, consegue colocar à prova da experiência as expectativas que formulou sobre como se sentiria resolvendo problemas práticos. Se o primeiro movimento na formação foi da teoria para a prática, o que é solicitado nesse momento é que utilize os problemas da prática como estímulo de retorno à teoria.

A motivação para estudar aumenta quando temos situações concretas para resolver, pessoas para ajudar, prazos a cumprir. E vamos perceber que os melhores profissionais continuam estudando ao longo da vida. Por mais competentes que sejam, não consideram que seus conhecimentos estão acabados. São pessoas que se questionam e que lançam um olhar crítico ao mundo. Dessa forma, fazer um estágio de qualidade é um treino excelente para aprender a conciliar trabalho e estudo depois de se tornar profissional.

A experiência e as pesquisas nos mostram que os estágios, assim como outras atividades que vão além da sala de aula, como monitoria, pesquisa e extensão, facilitam que os estudantes se tornem mais confiantes em si mesmos, que se percebam de uma maneira mais clara e que consigam encontrar trabalho em áreas de seu interesse. Os estágios facilitam o desenvolvimento de recursos para lidar com a difícil tarefa de se tornar profissional.

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Entretanto, nem todo estágio favorece o desenvolvimento de quem o faz. Isso dependerá de suas características, que são influenciadas por atitudes do estagiário, do supervisor acadêmico e supervisor local, além das questões institucionais da universidade e e do local de prática. Sabemos que infelizmente nem todos espaços de trabalho estão preparados para acompanhar os estagiários de uma forma qualificada. Problemas frequentes são a escassez de tarefas, o excesso ou a falta de supervisão, a falta de clareza quanto às expectativas em relação ao estagiário, a designação de tarefas que não são relacionadas ao curso, entre outros.

Pensando na necessidade de que profissionais e professores que supervisionam estagiários tenham mais clareza sobre alguns pontos a considerar, vamos abordar algumas características que são favorecedoras do aproveitamento do estágio.  Um ponto inicial é que se proponham atividades relacionadas diretamente com a prática profissional, permitindo que o estudante vivencie fazeres muito próximos aos que fará depois de formado. É importante que os estagiários tenham o máximo de autonomia e responsabilidade, respeitando o nível de complexidade de tarefas que são capazes de dar conta. Nesse sentido, é necessário que tenham espaços regulares de acompanhamento com um(a) supervisor(a), com quem poderão tirar dúvidas, estudar, acompanhar outras atividades e receber feedback sobre o seu desempenho. Outro aspecto relevante é que os estagiários possam desenvolver atividades diversas, e não apenas um tipo de tarefa. Isso possibilita maiores ganhos em termos de autoconhecimento ao aluno.

Por fim, o que os estagiários podem fazer para aproveitar ao máximo essa atividade?  Começando pela escolha do local de estágio, é importante fazer isso com base em informações obtidas com colegas e professores, e considerando as suas áreas de interesse na profissão. Caso não seja possível estagiar no local de preferência, sempre é bom estar aberto à experiência. Pode ser que o estudante se surpreenda e descubra novos interesses e habilidades. Aliás, abertura à experiência é uma característica que ajudará em qualquer estágio. Ser curioso, ir atrás de informações, leituras, perguntar e propor são atitudes que vão facilitar o aprendizado.  Além disso, será importante ter calma e paciência para lidar com o tempo necessário até aprender como as coisas funcionam no local, para enfrentar as possíveis frustrações que surgem quando nos deparamos com as limitações dos locais, dos profissionais e com as nossas próprias. É difícil, mas de grande aprendizado refletir sobre o que dá errado e foge às nossas expectativas. É no contraste entre momentos satisfatórios e insatisfatórios, atividades em que nem vimos o tempo passar e atividades que pareciam não ter fim, que vamos percebendo o que fazemos melhor, o que temos mais dificuldade, o que temos desejo de aprender e fazer profissionalmente.

Em síntese, o estudante aprenderá mais  se souber gerenciar a própria formação. Isso envolve refletir frequentemente sobre o que faz e estuda, para fazer escolhas sábias durante a sua formação. Ser universitário é estar em tempo de se transformar, de aprender tanto a ponto de se sentir diferente a cada semestre ou experiência marcante. É estar em um momento e em um contexto que estão de portas abertas para as suas pesquisas e experimentações. Não tenham pressa em se formar de qualquer jeito. Formem-se com a melhor qualidade possível. Sejam excelentes como estudantes, como estagiários, e terão as maiores chances de serem realizados e de contribuírem imensamente enquanto profissionais. E depois que chegarem ao papel profissional, já sabem: lembrem de fazer o caminho inverso, e criem tempo em meio aos afazeres para estudar e dialogar sobre as suas práticas.

 

Cláudia Sampaio Corrêa da Silva

Abril de 2018

Gurias nas Exatas

No dia 25/10 aconteceu a primeira edição da Oficina “Gurias nas Exatas”. O evento promoveu discussão sobre o ingresso de mulheres em cursos de Exatas. Trocamos ideias sobre estereótipos de gênero, o que é ser mulher na sociedade atual e sua influência nas escolhas profissionais.

A iniciativa para a realização da Oficina foi da estudante de Psicologia e estagiária do SOP, Anna Caroline Solka, em parceria com a estudante de Política Públicas, Marilia Costa. Além disso, contamos ainda com a participação da estudante de Engenharia Mecânica Ketyma Lenz, que compartilhou sua experiência de ser mulher em um curso majoritariamente masculino.

As participantes gostaram da experiência! Esperamos ter mais oportunidades como essa em breve, para debater temas tão relevantes à nossa realidade.

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Oficina de Networking

Nessa Oficina vamos apresentar as etapas necessárias no processo de construção de uma rede de Networking e de que forma pode-se estabelecer algumas fontes de contato sólidas durante a vida para as futuras oportunidades.
Além disso, vamos expor algumas ferramentas práticas que podem ser utilizadas para o treinamento de habilidades em acionar uma rede de contatos!

Dia 17/11 – 15h às 17h30 – Sala 205 do Instituto de Psicologia (Rua Ramiro Barcelos, 2600)

➡️ Inscrições pelo site do NAE
http://www.ufrgs.br/nae/serviços

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Oficina de Gestão do Tempo

Precisa de ajuda para saber como aproveitar melhor o meu tempo e como conciliar as atividades da vida acadêmica, profissional e pessoal?

A Oficina de Gestão do Tempo auxilia a refletir sobre a sua forma de organizar o tempo e a encontrar estratégias mais eficientes para a sua produtividade e bem-estar. ⏰

Se inscreva pelo nosso site:
http://www.ufrgs.br/nae/servicos

⚠️ Lembrando que é preciso comparecer nos dois dias da oficina!

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Quer se preparar pra aquele processo seletivo do estágio/emprego e não sabe como? O NAE te ajuda!

° Objetivo:

A oficina busca esclarecer dúvidas frequentes sobre processos seletivos, otimizando seus resultados. Queremos compartilhar informações importantes que poderão auxiliá-los na busca por um emprego ou estágio.

° Conteúdos:

– Currículo X Vaga
– As diferentes etapas dos Processos Seletivos
– O que é Seleção de Pessoas por Competências
– Como melhorar o preparo para enfrentar seleções

Inscrições pelo site: http://www.ufrgs.br/nae/servicos